A inadimplência na compra de veículos não para de crescer. Em alta desde o ano passado, o saldo de financiamentos em que os clientes perderam a capacidade de pagamento acima de 90 dias aumentou 0,2 ponto percentual, atingindo 5,7% no primeiro trimestre do ano. Em dois anos, esse índice quase dobrou – em março de 2010, o saldo de inadimplência era de 3%.
Os dados são da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), que em março registrou crescimento discreto do crédito para o financiamento de veículos na comparação com o mês anterior. O saldo total das carteiras de financiamentos de veículos (CDC e leasing) fechou o primeiro trimestre em R$ 201,3 bilhões uma alta de 0,2%.
Se comparado com o mesmo período de 2011, março deste ano foi 6% maior, ou seja, o crescimento segue acontecendo, mas a taxas decrescentes. O saldo de crédito para aquisição de veículos do mês de março corresponde a 4,8% do PIB nacional (estimado em R$ 4,2 trilhões), ante 4,9% no mesmo período de 2011 e representa 9,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 30,3% do total do crédito destinado às pessoas físicas.
De acordo com a associação, a expectativa é que clientes de maior renda voltem a realizar financiamento de novos veículos com a tendência de queda nos juros. "O cliente que, por exemplo, adiou a compra do carro em 2011 porque achava que a situação econômica não era tão clara pode agora retomar o planejamento de aquisição", afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da entidade. "Ainda é cedo para sentirmos os reflexos nas vendas e na oferta de crédito, mas isso deve ocorrer nos próximos meses."
Segundo a Anef, com novas políticas de crédito, mais rígidas, a inadimplência deve diminuir. "Em alguns casos, são solicitados uma entrada maior ou um parcelamento mais curto para salvaguardar a saúde financeira do potencial cliente e para que ele não tenha maiores dificuldades de cumprir com seu compromisso", diz o executivo.
No primeiro trimestre a taxa de juros estava em 1,98 % ao mês enquanto no mesmo período de 2011 estava em 2,20 %. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 41 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses.






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